quinta-feira, 30 de junho de 2011

Discos de vinil de Fado de Coimbra gravados no contexto académico portuense

Apresento abaixo uma lista dos discos de vinil de Fado de Coimbra que foram gravados por estudantes ou antigos estudantes da Universidade do Porto nessa condição[1].
O artigo de Armando Luís Carvalho Homem, "O «Fado de Coimbra» na Academia do Porto" contém informações sobre os intervenientes nestas gravações.
Tanto quanto sei, esta lista é exaustiva. Mas agradeço quaisquer acrescentos ou outras correcções.

Coloquei a negrito os temas "originais" (isto é, aqueles que, tanto quanto sei, tiveram nesse disco a sua primeira gravação).

Para as correcções de autorias socorri-me das informações publicadas por António Nunes e Cor. Anjos de Carvalho nos blogues Guitarra de Coimbra (Parte I, Parte II, Parte III e Parte IV) de Octávio Sérgio.

Dr. José Santana - Coimbra (c. 1962)
Alvorada AEP 60423

Dr. José Vitorino Santana (c)
Lauro de Oliveira (g)
Dr. Fernando Barbos (g)
Ernesto Almeida (v)

  • BALADA DE ENCANTAMENTO (Balada do Encantamento, "Dentro de ti, ó Leiria")
    [M: D. José Pais de Almeida e Silva]
  • QUINTO ANO MÉDICO (Fado de Despedida do V Ano Médico de Coimbra de 1937-38, "Foram-se as fitas doiradas")
    [M/L: João Gonçalves Jardim]
  • PASSARINHO DA RIBEIRA (Fado dos Passarinhos, "Passarinho da Ribeira")
    [M: António Menano / L: D.R.]
  • FADO DO MANASSÉS ("Trago comigo um pecado")
    [M: Manassés de Lacerda / L: ?]
(V. tb. as entradas Fotobiografia de José Vitorino Santana e O EP Coimbra de José Vitorino Santana neste blogue.)


Conjunto Universitário de Guitarras (1965)
Orfeu ATEP 6187

Nuno Morgado (c)
José Carlos Agrelos (g)
Manuel Botelho Chaves (g)
Beirão Reis (v)

  • MAR ALTO ("Fosse o meu destino o teu")
    D.R. [na verdade, M: Mário Faria da Fonseca / L: Edmundo Bettencourt]
  • FADO SAUDADES ("Ter saudades é viver")
    M: Paulo de Sá / L: Alfredo Fernandes Martins
  • BALADA AO LUAR ("Ó rouxinol encantado")
    M/L: Manuel Gil Mata
  • FOLHA CAÍDA ("é como a folha caída")
    D.R. [?]


Conjunto Universitário de Guitarras - Fados (1966?)
Orfeu ATEP 6218

Nuno Morgado (c)
José Carlos Agrelos (g)
Manuel Botelho Chaves (g)
Beirão Reis (v)

  • SUGESTÃO ("Não digas não, dize sim")
    Dr. António Menano [na verdade, M: Alexandre de Rezende / L: Edmundo Bettencourt?]
  • O TEU OLHAR ("É tão lindo o teu olhar")
    D.R. [na verdade, M: Flávio Rodrigues? / L: 1ª quadra - popular, 2ª quadra - José Simões Dias]
  • CANÇÃO DA BEIRA ("Dava a vida de bom grado")
    Dr. António Menano [na verdade, L/M: populares]
  • CATIVEIRO ("O sol-pôr é a hora da saudade")
    M/L: Eng. Manuel Gil Mata


Orfeão Universitário do Porto - Sarau Comemorativo do 60º Aniversário 71/2 (1973)

Ainda não consegui ver/ouvir este LP; a informação abaixo é retirada da página do OUP e de um artigo de A. L. Carvalho Homem no blogue Guitarra de Coimbra ("Dois guitarristas portuenses que nos deixam", 26/3/2005).
Trata-se de um LP com uma selecção de momentos do sarau indicado no título. Três das 11 faixas são de fados e guitarradas.
  • VARIAÇÕES EM LÁ MENOR (n.º 1)
    M: Artur Paredes
    António Rosa de Araújo (g), Serafim Guimarães (g), Fernando Reis Lima (v), José Alão (v)
  • ÁGUA DA FONTE
    Óscar França (c), António Rosa de Araújo (g), Serafim Guimarães (g), Fernando Reis Lima (v), José Alão (v)
  • FADO TRISTE


Dr. J. Tavares Fortuna - Fados de Coimbra (fui moço, fui rapaz) (1981)
Roda SSRL 9006
(Também editado em cassete: Roda CSR-193)

Dr. J. Tavares Fortuna (c)
Dr. Melo e Castro (g)
Dr. João Lamego (g)
Dr. Agostinho de Matos (v)
Dr. Rui de Brito (v)

  • FUI MOÇO, FUI RAPAZ ("Fui moço, fui rapaz")
    D.R.
  • FADO ALENTEJANO ("Fechei a porta à desgraça")
    Dr. Armando Gois [na verdade, M: Armando Goes / L: 1ª quadra - popular, 2ª quadra - João da Silva Tavares]
  • AVÉ MARIA (Rezas à noite, "No nosso Portugal é uso antigo")
    Dr. José A. Pais e Silva / Dr. Marques da Cruz [na verdade, M: José Augusto Coutinho de Oliveira / L: José Marques da Cruz]
  • VALSA EM RÉ
    M: Dr. João Lamego
  • CANÇÃO DAS FOGUEIRAS ("Raparigas de Coimbra")
    Popular
  • CANÇÃO DA BEIRA ("Dava a vida de bom grado")
    Dr. António Menano [na verdade, L/M: populares]
  • FADO DA SAUDADE ("Saudade é como gostar")
    M: Dr. João Lamego / L: Dr. Agostinho de Matos
  • TROVA DO VENTO QUE PASSA ("Pergunto ao vento que passa")
    M: Dr. António Portugal / L: Manuel Alegre
  • VARIAÇÃO N.º 1 EM LÁ MENOR
    M: João Bagão
  • CAPA NEGRA, ROSA NEGRA ("Capa negra, rosa negra")
    M: Dr. António Portugal e Adriano Correia de Oliveira / L: Manuel Alegre
  • MÁGOAS DE AMOR ("Cautela, não te aborreça")
    Dr. Raposo Marques
  • VARIAÇÃO EM LÁ MENOR
    M: Dr. Jorge Tuna, arr.: Dr.Melo e Castro


Dr. J. Tavares Fortuna, Dr. António Rodrigues - Fados de Coimbra 2 (1982)
Roda SSRL 9007
(Também editado em cassete: Roda CSR-232)

Dr. J. Tavares Fortuna (c) *
Dr. António Rodrigues (c) **
Dr. João Lamego (g)
Joaquim Rodrigues (g)
Dr. Agostinho de Matos (v)
Dr. Rui de Brito (v)

  • REGRESSO AO PASSADO ("Vou regressar ao passado") *
    Dr. João Lamego / Dr. Tavares Fortuna
  • MARIA (Fado do Alentejo, "Maria, teu lindo nome") **
    D.R. [na verdade, M: António Menano / L: 1.ª quadra - António de Sousa, 2.ª quadra - António Menano]
  • ROSAS BRANCAS ("Quando eu morrer, rosas brancas") *
    Dr. A. de Sousa [na verdade, M: ? / L: 1.ª quadra - Afonso de Sousa, 2.ª quadra - ?]
  • VARIAÇÕES EM RÉ MENOR
    M: Dr. Almeida Santos
  • FADO CORRIDO DE COIMBRA ("Coimbra, rio Mondego") **
    Popular [M: popular / L: 1.ª e 2.ª quadras - populares, 3.ª quadra - Armando Cortes Rodrigues]
  • FADO DO ESTUDANTE ("Fecha os olhos de mansinho") *
    Dr. Fernando Machado Soares [na verdade, M: Fernando Machado Soares / L: ?]
  • BALADA DO ENTARDECER ("Ó Mondego, ó Mondego") **
    Dr. Fernando Machado Soares
  • FADO PARA UM AMOR AUSENTE ("Meu amor disse que eu tinha") *
    M: Dr. António Portugal / L: Manuel Alegre
  • SÉ VELHA ("Adeus, Sé Velha saudosa") **
    M/L: Dr. Carlos de Figueiredo
  • BALADA DE FLORÊNCIO ("Lá longe, ao cair da tarde") *
    M/L: Florêncio de Carvalho
  • BALADA DA DESPEDIDA DO 6.º ANO MÉDICO, 1958 ("Coimbra tem mais encanto") **
    M/L: Dr. Fernando Machado Soares


Grupo Académico Serenata - "Fados de Coimbra" (1986)
Orfeu LPP 44

Dr. Pais da Rocha (c) *
Victor Silva (c) **
Dr. Luís Paupério (c) ***
Dr. Carlos Teixeira (c, v) ****
Eng. Cunha Pereira (g)
Jorge Carvalho (g)
Arnaldo Brito (v)

  • MEIA NOITE AO LUAR ("À meia-noite ao luar") coro
    Popular
  • UM FADO DE COIMBRA ("Nossa Senhora da Graça") *
    Paulo de Sá [na verdade, M: Paulo de Sá, L: popular]
  • VARIAÇÃO EM MI MENOR
    M: Jorge Tuna
  • ESTRELINHA DO NORTE ("Ó estrelinha do Norte") **
    João Jardim [na verdade: M: João Gonçalves Jardim / L: 1.ª quadra - popular, 2.ª quadra - Ângelo Vieira Araújo], arr.: "Tio Lauro" (Lauro de Oliveira)
  • FADO DO ESTUDANTE ("Fecha os olhos de mansinho") ***
    Fernando Machado Soares [na verdade, M: Fernando Machado Soares / L: ?]
  • BALADA DA TRISTEZA ("Tudo que é triste no mundo") *
    M: Raul Barros Leite / L: Popular
  • BEIJO ("À minha amada na praia") **
    Dr. António Menano [na verdade, M: Ruy Coelho / L: Afonso Lopes Vieira]
  • FASES DA LUA ("O amor é como a Lua") ****
    Dr. António Menano [na verdade, autor(es) desconhecido(s)]
  • FADO ALENTEJANO ("Fechei a porta à desgraça") **
    Dr. Armando Goes [na verdade, M: Armando Goes / L: 1ª quadra - popular, 2ª quadra - João da Silva Tavares]
  • VARIAÇÃO EM RÉ MENOR
    M: Armando Carvalho Homem
  • MARIA ("Maria, teu meigo olhar") *
    Dr. Gomes da Silva
  • BALADA DE COIMBRA
    M: Popular [na verdade, José Eliseu], arr.: Artur Paredes






[1] Explico-me: há diversos discos gravados por estudantes ou antigos estudantes de Coimbra que, por acaso, também estudaram no Porto (alguns tendo até tido actividade como intérpretes de Fado de Coimbra no Porto), mas discos gravados num contexto coimbrão - o exemplo máximo é o da discografia de António Pinho Brojo, que concluiu a licenciatura em Farmácia na Faculdade de Farmácia do Porto (quando a Universidade de Coimbra tinha apenas uma Escola Superior de Farmácia) e que colaborou nessa altura com o Orfeão Universitário do Porto, mas que gravou sempre acompanhado por colegas de Coimbra.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O EP Coimbra de José Vitorino Santana

O texto de António Nunes publicado aqui há uns dias, sobre a Fotobiografia de José Vitorino Santana, mencionava o EP que este gravou pelo início dos anos 60.
Apresento abaixo a capa e contracapa deste disco.




A título ilustrativo, deixo aqui também a segunda faixa, Quinto Ano Médico - ou seja, Fado de Despedida do V Ano Médico [de Coimbra] de 1937-38.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fotobiografia de José Vitorino Santana

[O texto abaixo, de António Manuel Nunes, foi publicado originalmente, acompanhado desta foto, no blogue Guitarra de Coimbra IV - um excelente blogue, de visita obrigatória, da responsabilidade de Octávio Sérgio.]



Foi lançada em 2010 a primeira fotobiografia do médico e antigo estudante da Universidade do Porto José Vitorino Pinto Santana. O trabalho é da autoria de Maria Olinda Rodrigues Santana, professora de literatura na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro: José Vitorino Pinto Santana. Fotobiografia de um médico na segunda metade do século XX. Porto: Sítio do Livro, 2010.

José Santana nasceu em Penafiel em 1929. Cedo radicado com a família na cidade do Porto, ali cursou a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (1951-1957), tendo pertencido ao Orfeão Universitário onde foi solista do naipe dos tenores. Ficou conhecido como intérprete de reportório da Canção de Coimbra. Nessa qualidade, gravou o EP COIMBRA. DR. JOSÉ SANTANA, Alvorada, AEP 60423, ano de 1962 (?), acompanhado por Lauro de Oliveira, Fernando Barbosa e Ernesto Almeida. No referido suporte fononográfico constam os nomes do cantor e dos instrumentistas, estando omissos os dados relativos a autorias de músicas e de letras.
Os temas que constam do referido disco de 45 rpm são os seguintes:

-BALADA DE ENCANTAMENTO (Dentro de ti ó Leiria), Música de D. José Pais de Almeida e Silva [na verdade Balada do Encantamento, 1929];

-QUINTO ANO MÉDICO (Foram-se as fitas queimadas), Música de João Gonçalves Jardim [na verdade Fado de Despedida do V Ano Médico de 1937-38. O cantor inverte a ordem das quadras e adultera o 3.º verso da 1.ª quadra e os 1.º, 2.º e 4.º da 2.ª quadra];

-PASSARINHO DA RIBEIRA (Passarinho da Ribeira), música de António Paulo Menano [na verdade, Fado dos Passarinhos, de 1918. O cantor adultera o 1.º verso da 2.ª quadra];

-FADO MANASSÉS (Trago comigo um pecado), música de Manassés de Lacerda [na verdade, Fado Maria, de ca. 1902. O cantor segue a 1.ª quadra da lição António Menano, e como 2.ª vai colher "Fecha os olhos de mansinho" à lição de Lucas Junot].

A prestação vocal do cantor, as propostas de acompanhamento, a selecção reportorial e os tipos de cordofones utilizados merecem seguramente uma análise mais detalhada.

José Santana praticou Medicina na cidade do Porto, como técnico do FCP e no Hospital de São João. Entre 1967-1969 cumpriu serviço militar em Moçambique. É possível que tenha sido José Santana a trazer de Moçambique para o Porto uma composição conhecida por FUI MOÇO, FUI RAPAZ, que veio a ser gravada na década de 1980.

FONTES
http://cicloculturalutad.blogspot.com/2010/07/jose-vitorino-pinto-santana.html;
http://www.sitiodolivro.pt/fotos/livros/excerto-jose-vitorino-pinto-santana_1279640261.pdf

António Manuel Nunes

domingo, 8 de maio de 2011

Vinhetas da Queima das Fitas

[Esta entrada está desactualizada. V. Selos da Queima das Fitas]

Antes da interrupção dos anos 70, em vez de autocolantes havia vinhetas, ou selos, da Queima das Fitas.
Os desenhos destas vinhetas, ao contrário do que aconteceria mais tarde com os autocolantes, era diferente dos dos cartazes. Segundo me explicou em tempos Flávio Serzedello de Oliveira (1920?-2009, estudante da UP 1948-1974?), havia três prémios no concurso para cartaz da Queima das Fitas do Porto: o desenho classificado em primeiro lugar era adoptado para cartaz grande, o segundo para cartaz pequeno, e o terceiro para selo. Podem ver-se alguns cartazes grandes neste blogue em "Cartazes da Queima dos anos 60". Não tenho nenhuma imagem dum cartaz pequeno, embora tenha memória de numa exposição em 1992 ter visto um, da Queima de 1969, cujo desenho era o que foi utilizado para o programa desse ano (e que pode ser visto em "Alguns programas da Queima das Fitas, por volta dos anos 60"); os desenhos utilizados nos programas de 1963, 1965 e 1966, não sendo os dos cartazes grandes nem os das vinhetas, provavelmente seriam também os dos cartazes pequenos.
Apresento abaixo imagens de vinhetas da Queima das Fitas. A de 1958 foi retirada do blogue Memoria recente e antiga. As de 1955, 1956, 1957 e 1963 foram retiradas duma secção do Álbum de Memórias do Gabinete do Antigo Estudante da UP. As outras são digitalizações de originais da minha colecção pessoal - aproveito para agradecer à dra. Assunção Lima ter-me cedido vários destes originais.
Gostaria de colocar aqui mais vinhetas da Queima das Fitas. Se algum leitor do blogue tiver alguma (em bom estado) e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.











Autocolantes da Queima das Fitas

Apresento abaixo autocolantes da Queima das Fitas do período após a interrupção dos anos 70. O primeiro, o único sem indicação do ano, é de 1979.
Como já expliquei, o desenho destes autocolantes era o mesmo do cartaz.
Faltam aqui os autocolantes de 89, 90, 91 (primeira e segunda versão) e 92. Em 94 e em 96 não foram feitos autocolantes (oficialmente); e a partir de 98 já nem cartaz houve.
Se algum leitor do blogue tiver algum dos autocolantes que faltam aqui (em bom estado) e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.













sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cartazes da Queima – uma explicação

Lembro-me de ter tido, aí por 1996 ou 1997, meados ou finais de Abril, uma conversa telefónica com o então presidente da Direcção da AEFCUP, Victor Ferreira, em que falámos sobre a Queima e eu me queixei de cada ano o cartaz aparecer mais tarde. Respondeu-me o Victor que "este ano já se conhece o cartaz! Queres que te diga como é?". Devo ter estranhado que me quisesse descrever um cartaz por telefone, mas disse-lhe que sim. E o Victor começa a listar-me os cantores e bandas que iam actuar nas Noites da Queima...

Para quem estudou no Porto nos últimos 15 anos, aquela resposta fará todo o sentido: "cartaz da Queima" significa, actualmente, o alinhamento das bandas que actuam nas Noites da Queima, ou eventualmente o cartaz (no sentido gráfico) que é afixado para divulgar esse alinhamento. É instrutivo ver a entrada Cartaz Oficial Queima das Fitas do Porto 2011 dum blogue dedicado à Queima das Fitas do Porto (e os comentários dos leitores do blogue, discutindo a qualidade do "cartaz").

Mas, há 15 anos, eu fiquei chocado.
Para quem viveu a Queima antes de esta se tornar um festival de música (decorrendo em segundo plano umas agora chamadas "Actividades Académicas" - entenda-se Serenata, Imposições de Insígnias, Cortejo, Sarau, etc.), o Cartaz da Queima era um cartaz que anunciava, de concreto, apenas as datas de início e fim da Queima, mas que se referia a toda a Queima das Fitas (e não apenas a uma actividade) e que se tornava um símbolo gráfico da Queima desse ano. Nos anos 80 e 90 era editado também um autocolante com o mesmo desenho do cartaz, e era costume ir colando esses autocolantes no interior da pasta, marcando as Queimas por que se tinha passado (este costume já existia nos anos 50 e 60, com algo semelhante aos autocolantes - os selos ou vinhetas - mas com a diferença de o desenho não ser igual ao do cartaz).

Os autocolantes das minhas Queimas, no interior da minha pasta (mas atenção: alguns destes autocolantes são não oficiais).
O cartaz da Queima resultava de um concurso, tendo o desenho de obedecer a duas regras: incluir um monumento característico da cidade do Porto ou uma vista geral da cidade e incluir as cores de todas as faculdades e institutos participantes; nos últimos anos (creio que a partir de 1992) devia também incluir as chamadas insígnias de praxe: tesoura, colher, moca e penico.

Falta dizer que a tradição do cartaz veio, como a maior parte dos elementos da Queima das Fitas, de Coimbra, onde data dos anos 30 e se mantém, ou manteve até há pouco tempo. Os cartazes de Coimbra até 2007 podem ser vistos numa secção própria da página do Conselho de Veteranos (ou, ao vivo, no Museu Académico).

P.S.: Lembro-me do Victor Ferreira como um bom académico. Mas era um pouco mais novo do que eu, e quando tivemos aquela conversa era já demasiadamente dirigente associativo...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cartazes da Queima dos anos 60

[Esta entrada está desactualizada. V. Cartazes da Queima, dos anos 50 aos anos 70

Apresento abaixo cartazes da Queima das Fitas dos anos 60.
Se possível, gostaria de colocar aqui mais cartazes da Queima de antes da interrupção dos anos 70. Isto não é muito fácil, pois estes cartazes são difíceis de encontrar e, quando se encontram, estão por vezes muito deteriorados.
Se algum leitor do blogue tiver algum outro cartaz da Queima até 1971 e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.